terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Por um 2011 turbinado!

Oi gente. Essa semana estou muito relapsa e preguiçosa com minha vida on line.

Estamos de folga, mas, como a grana anda meio curta e o pouco que sobra estamos colocando no cofrinho pra construir nosso "lar, doce lar", ficamos em casa mesmo. Aí, a vez é das meninas, do marido, da casa, dos familiares, dos amigos, da preguiça, de um livro, de um filminho... e já estou ficando triste, porque queria fazer tanta coisa e tenho só uma semaninha! Semana que vem já é janeiro e começa tudo outra vez.

Aiai. Pois é. Nem dá tempo direito de colocar os desejos natalinos em prática..."energia e esperança renovados para o ano novo que chega"... Mas ficar reclamando não resolve nada, não é mesmo? Tenho mais é que agradecer.

Agradecer tudo que 2010 trouxe de bom (se você quiser, pode dar uma espiadinha na minha lista de coisas boas num post anterior) e entrar em 2011 com o pé direito, literalmente. Todas as nossas viradas tem lentilha, carne de porco e champagne. Esse ano vou completar a tradição, ou superstição, como queira, subindo em alguma coisa alta para tirar os pés do chão e o primeiro pé que tocará 2011 será o direito.

Bobagem? Quem garante?? Não custa nada dar uma mãozinha pra sorte. Vale tudo para deixar nossa esperança, fé e vontade de ir à luta mais fortalecidas. Afinal, é disso que estamos falando.

Ninguém, em sã consciência, fica sentando esperando a sorte agir.

Ok. Tem gente que faz isso, sim. E ainda fica reclamando que tudo... ou nada...acontece com eles. Esses são caso perdido. Mas a gente, eu e você, que lutamos, batalhamos, corremos atrás dos nossos sonhos, fazemos de tudo pra mantermos nossa fé na vida e em nós mesmos, sorrimos, choramos, vibramos, caímos  e recomeçamos... Nós fazemos a nossa parte.

Ao longo do ano as forças vão se esvaindo e, no final, precisamos parar para um super reabastecimento, ou ficamos pelo caminho antes mesmo de tentar recomeçar. E acreditar que alguém lá em cima, ou alguma coisa ao nosso redor, pode nos ajudar se pedirmos com força, é reconfortante. E ainda, se algumas pequenas coisas - superstições se você preferir - deixarem nosso pedido mais poderoso, vamos à elas.

Tente. Você vai ver... a sensação será de dever cumprido. Pelo menos terá feito algo a seu favor, sem incomodar ninguém. Além do mais, se você não fizer nadinha pela sua sorte na noite do dia 31, tenho certeza de que, no mínimo, uma pontada de remorso você vai ter. 

Eu vou ajudar meus amuletos e meu anjinho da guarda o quanto puder. Quero um 2011 turbinado. Claro que nem tudo vai sair conforme os planos, mas, quando chegar dezembro novamente, quero olhar para trás e dar um suspiro de satisfação para mim mesma, por ter feito tudo que eu pude para ter um ano melhor.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Ideias bacanas para decorar seu Natal...ainda dá tempo!

Advent wreath 2009, upload feito originalmente por as_art_up.

Achei bárbara essa coroa de advento suspensa.
O trabalho é da designer alemã Andrea Schreiber.

_________________________________________________________________________________

As árvores que seguem achei todas no google, procurando por decoração de natal.
Bem lindas, criativas e para todos os gostos...












_________________________________________________________________________________

Amei essas bolinhas...também encontrei no google!



O que 2010 trouxe de bom pra você? Mande sua lista!

Daqui há exatamente uma semana estaremos celebrando o Natal! Dá para acreditar que já estamos no final do ano de novo?

É hora de retrospectivas, avaliações, auto-críticas... Essas coisas que todo mundo deveria fazer, mas não tem tempo, não está a fim ou não tem coragem. Quase nunca assisto às retrospectivas que passam na tv, mas só de ver as vinhetas já me surpreendo... Quanta coisa em um único ano! Se me perguntassem, não lembraria da metade! E essa sensação é a mesma todos os anos.

Pois bem. Ouvindo um programa de rádio que gosto muito - Cafezinho, da Rádio Pop Rock - fiz uma mini retrospectiva particular. Locutores e ouvintes falavam sobre coisas boas que tinham vivido ou feito durante o ano. Pensei que esse seria o jeito ideal de terminar 2010 - listar o que de melhor ele deixou pra mim.

E pensei mais: adoraria encher esse espaço com historias boas, felizes, emocionantes. Que tal você fazer sua lista também e mandá-la pra mim?! Vou postar todas que me forem enviadas. Se você não quiser divulgar a sua, não mande, cole-a na geladeira e use-a como motivação para 2011.

Vamos à minha lista:


- Eu e meu marido voltamos às raízes e estamos trabalhando apenas nós na agência. Muito bom não ter ninguém para comandar, só alguém para dividir.


- Entramos pra valer no projeto "precisamos construir nossa casa"... Vai demorar um pouco ainda pra sair do chão, porque os recursos demoram a entrar no cofre, mas pelo menos o start foi dado.


- A Júlia foi para escolinha e, mesmo demorando um pouco, fez amigos e hoje se diverte muito.


- Voltei ao trabalho e às minhas bolsas, depois de um bom tempo sendo mãe em tempo integral da Alana.


- Meu pai e minha irmã conseguiram bons empregos e estão felizes, o que já deixou minha mãe mais feliz também.


- Conflitos familiares se resolveram positivamente.


- Virei blogueira, fiz um site para minhas bolsas e me joguei nas redes sociais.

....

Tenho certeza de que estou esquecendo algo, mas, assim que me lembrar, faço uma atualização.

Agora vou esperar a sua!
Mande para luraimann@hotmail.com ou poste a lista como um comentário.
 Participe!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

FLICKR e TANLUP

Como o NATAL já está batendo na porta, não custa lembrar você das bolas LU SOARES, que podem ser uma ótima opção de presente pra você, para sua mãe, irmã, cunhada, amiga secreta...


Elas podem ser compradas no www.lusoares.tanlup.com e podem ser vistas também no FLICKR http://www.flickr.com/photos/lusoares_bolsas/que é um site muito bacana feito para artesãos e pessoas que querem mostrar seus dotes manuais. No Flickr você não pode comprar, mas pode ver mais detalhes.


Dê um presente único e diferente! Com certeza você vai agradar.





Virei uma ciber viciada

"A" INTERNAUTA!! É assim que estou me sentido. E me "achando"...hehehe.

Eu uso a internet o dia inteiro aqui na agência, mas a trabalho. Ou para pesquisar moldes-modelos-tecidos para minhas bolsas. Acho que já comentei que não costumo ficar no computador "fora de hora".

Não costumava...

Nunca me interessei pelas redes sociais. Blog, orkut, facebook, twitter, myspace, etc., etc...pra quê? Usava no máximo o msn, porque agilizava o contato com clientes, fornecedores e amigos. Quem precisa saber de mim já sabe, me vê todos os dias, ou toda semana, ou tem notícias pelo telefone. Que necessidade é essa de ter que se expor para todos verem, até para quem não faz a mínima ideia de que existimos?

Pois é...como as coisas mudam, não? Como diz meu marido quando quer me repreender: "Nada como um dia após o outro." Sou obrigada a concordar. Outro ditado que nunca deve ser esquecido: "Nunca diga dessa água não beberei."

Os dias se passaram. Muitos deles...mas... eis que finalmente eu bebi a água da fonte cibernética! E cá estou. Completamente contaminada, tomada, viciada. Não consigo mais largar esse negócio.

Tá certo que a motivação inicial é bastante nobre, vender minhas bolsas. Mas acho que já fui além. "Fale de você", diz o texto no Facebook (ainda não completei meu perfil, por pura falta de tempo, mas chego lá). "Atividades que você gosta", "filmes e livros", "escreva sobre o que você quiser", "compartilhe", "twitte aqui". Parece o divã de um analista, ávido por decifrar o que se passa dentro de mim. Os apelos são tão irresistíveis... acabei cedendo.

A tela do computador acabou virando um confecionário. Mais que isso. Ela parece ser capaz de compreender todos os nossos problemas, parece nos acolher, dá aquele "colinho" alentador que tanto precisamos de vez em quando. E parece vibrar junto quando estamos felizes. Quando alguém deixa um comentário, "curte" ou "favorita" o que postamos, vira um "seguidor" ou "retweetta"....noooossa! A satisfação é a mesma de uma criança ganhando brinquedo novo. Alguém olhou o que eu fiz/disse/postei e gostou! Yes! Não sou uma alienígena no meu planeta.

Para resumir em duas palavras: inclusão e compreensão. É igual na escola - faz-se de tudo pra estar na "turma dos bons" ou das "poderosas" e ser um "igual". Ser um excluído é sofrer bulling na certa. Será que existe bulling cibenértico?

Bom, desse mal espero não sofrer mais. Tomara que eu não precise achar um tratamento mais tarde. Se precisar, talvez o google me ajude a encontrar.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Novas bolsas no site www.lusoares.tanlup.com

Já tem BOLSAS NOVAS no site: http://www.lusoares.tanlup.com/

São bem lindas. Merecem sua atenção! Dê uma espiadinha e...boas compras.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Filhos também causam doenças

Desde que minha 2a filha nasceu, a Alana, muitas coisas mudaram na minha vida. Muuuuuitas coisas mesmo. E não me refiro apenas ao básico - mais trabalho, menos sono, mais bagunça, menos tempo...

Quando a Júlia nasceu, a mais velha, veio junto a sensação de que tínhamos virado uma família de verdade, até cachorra ganhamos. Mas foi depois da Alana que essa sensação de tornou plena, de verdade. Como se antes fosse apenas um ensaio, afinal - me desculpem as famílias de filho único - para mim e para o Paulo (ainda bem que concordamos) família tem que ser grande. Dois filhos é o mínimo. E três é o máximo... também não sou tão louca assim.

Entretanto...as coisas não são assim tão fáceis. Eu sei, eu sei... "lá vem ela se lamuriando de novo"... "que não tivesse filhos então". Mas eu adooooro minhas meninas. Elas são maravilhosas. Tão lindas, inteligentes, fofas, queridas. Cada vez mais me identifico nelas. E ao Paulo também. E isso é realmente o maior barato.

Mas ter filhos, especialmente mais de um, também pode deixar a gente doente. Principalmente quando se é meio estressada e já se passou dos 30 há algum tempo...

Pois é. Não lembro de nenhuma outra ocasião na minha vida em que precisei tanto de médicos quanto nesse último ano. Gripes, infecções de garganta, cistites e o pior de tudo - crises de labirintite, das feias. Volta e meia aparece uma pra estragar meus dias e me deixar feito zumbi, com a cabeça mais pesada que uma laje de concreto. Imunidade? Alguém viu a minha por aí? Preciso de um chip novo pra ela. Urgente, por favor!

Assumo que podia ter feito mais por ela. Não faço exercícios físicos há bastante tempo, nem sempre me alimento direito e o sono, coitado, anda mais perdido que cego em tiroteio. Esse aliás é o motivo das minhas labirintites constantes - falta de sono reparador - como descobri ontem num exame horrível que tive que fazer. Água quente injetada nos dois ouvidos, por 40 segundos. Para estimular o labirinto, disse a médica, e ver se a resposta ao estímulo é adequada. A resposta foi excessiva. Meu labirinto está funcionando demais. Muito sensível. Quase morri de tontura e náuseas. Quis gritar pra alguém fazer o mundo parar, porque estava tudo girando, mas não consegui. Tinha que respirar, muuuuuito, para não vomitar.

Cheguei em casa pior do que se tivesse passado a noite na maior das farras. Isso que, há menos de uma semana, passei um dia inteiro na cama, com virose. Vômitos, diarréia e um cansaço que me levava da cama para o sofá e do sofá de volta para cama. Só fiz dormir e correr para o banheiro.

Como o final do ano está chegando, é hora de fazer os planos para 2011. Na minha lista já constam: "trocar Alana de quarto" (sim, ela ainda dorme com a gente); "voltar aos exercícios"; "mais frutas e verduras"; "me estressar menos"... entre outras cositas más. Já é um começo.

Agora só falta fazer o fim ser um pouco mais tranquilo. O fim de 2010, é claro. Só preciso ficar mais calma, não ser tão escrava do relógio, encontrar uns minutinhos a mais pra mim e...torcer para eu não pirar depois que o meu marido fizer a cirurgia que ele precisa fazer, antes do reveillon... aiai.

sábado, 4 de dezembro de 2010

COMPRAS DE NATAL NO TANLUP

Gente! Desde a semana passada as Bolsas LU SOARES estão sendo vendidas via internet. Não que antes não estivessem, mas agora elas têm site próprio: www.lusoares.tanlup.com.

O que é TANLUP? Eu explico: é um site onde você pode comprar de tudo, especialmente produtos artesanais. São opções sem fim de produtos...e PRESENTES. É um excelente lugar pra você fazer as compras de Natal (como as bolsas Lu Soares, por exemplo) sem sair de casa.

É totalmente seguro e ainda tem diversas opções de pagamento.

Acesse e confira!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

LINK "FIQUE POR DENTRO"

O verão está chegando e com ele aquela vontade quase irresistível de comprar coisinhas novas pro guarda roupa...cada vestido lindo, sandálias, sapatilhas (adooooro sapatilhas), bolsas, biquínis...

Então, ATUALIZE-SE! Acabei de incluir o link - FIQUE POR DENTRO - pra você ficar por dentro mesmo do que vai ser "in" no nosso verão.

Cada semana vou incluir coisas diferentes e os assuntos vão mudar. Aproveite.

NOVIDADES NAS BOLSAS

Oi gente. Ontem postei novidades no link das BOLSAS LU SOARES.
Espero que gostem.


terça-feira, 30 de novembro de 2010

Mãe tipo "Jekyll e Hide"

Tenho o maior constrangimento em admitir e relutei em escrever sobre isso, mas tenho esperança de encontrar mães solidárias que, pelo menos uma vez na vida, já tenham se sentido assim.

Você deve conhecer, ou quem sabe já tenha ouvio falar, da história do médico e o monstro. Duas faces, opostas, da mesma pessoa. O lado bom, Dr. Jekyll (o médico), cria uma fórmula para tentar ajudar seu pai. Ao testar a fórmula em si mesmo, libera seu lado maligno, o monstruoso Sr. Hide, e sai fazendo maldades, sem dó nem piedade.

Não raro acordo de manhã sentindo o maior dos remorsos, por ter passado mais uma noite como a "sra. Hide". É. É bem assim que me sinto, uma mãe monstra. Durante o dia, apesar da falta de paciência e do mau humor muitas vezes estarem presentes, tudo corre normalmente. Sou uma mãe normal. Mas à noite, depois de levantar pela décima vez para ver porque minha filha está chorando, me transformo num ser ranzinza e muito, muito mal humorado. Seria capaz de vendê-la, ou dá-la, para quem estivesse disposto a levá-la. Está bem, não seria, mas reclamo e resmungo com ela como se estivesse falando com um adulto, que está se comportando muito mal apenas por birra e teimosia. Tenho vontade de deixá-la chorando, até cansar. E ela tem apenas 1 ano.

Eu sei. Sou uma mãe terrível. A crueldade em pessoa. Mas, tudo que eu quero é DORMIR! Só isso. Dormir. Três ou quatro horas ininterruptas. É pedir muito? Um dos meus pontos fracos é o sono. Diria até que é o meu calcanhar de aquiles. Quando estou com sono, nada importa. Tudo que eu quero é dormir. Trocaria meu reino, se tivesse um, por uma cama. Atire a primeira pedra quem já não teve seu dia estragado pelo cansaço. Fazer o quê! Não sou uma pessoa noturna.

Não, não estou exagerando. Podem perguntar para o meu marido, ele vai confirmar. E qualquer um que visse minha expressão no meio da noite diria que realmente me transformo. Não é a toa que uma das grandes lições que a maternidade me trouxe foi o exercício da paciência. E preciso praticá-la todos os dias, com afinco, pois tenho muito ainda a aprender. Mas já evoluí bastante, que fique registrado. 

Apesar de tudo, não me julguem mal (já pedi isso, não?), por favor. Amo demais as minhas filhas e faço tudo por elas. Sempre farei. Só que às vezes elas me tiram do sério e eu surto mesmo! Pra logo depois morrer de culpa, mais uma vez.

Outro ensinamento preciosíssimo da minha mãe: "Isso vai passar. Elas mudam. Tudo são fazes e elas sempre passam." Quando estou à beira de um ataque de nervos, faço um esforço enorme para interiorizar esse ensinamento e tentar me acalmar. Afinal, é a mais pura verdade. Mas tenho que dizer que, de todos os desafios que vêm junto com os momentos mágicos da maternidade (sim, ser mãe é maravilhoso, acreditem!), as noites mal dormidas são as que mais me incomodam.

Os dicionários deveriam incluir "paciência" na lista de sinônimos de "mãe" e "pai". Se um dia conseguirem inventar um manual de "como educar seu filho" - mas um manual realista, escrito por mães e pais com prática e muitas, muitas horas de vôo - a paciência deveria constar na lista de pré-requisitos básicos, sem ela, nada feito. Eu teria que fazer cursos intensivos estendidos, para acumular carga extra. O melhor de tudo seria poder comprar na farmácia, sem receita médica. Paciência não teria contra-indicação, teria?

Se você não é mãe ou pai ainda, faça umas aulinhas de ioga, meditação, técnicas de respiração e relaxamento antes do nascimento. Assim já vai praticando. Porque, mesmo a mais calma das mães, surta de vez em quando. Tenho certeza. E nem tente fazer eu me sentir mais culpada ainda afirmando o contrário, não caio nessa. Posso ser uma mãe estressada, mas nem sempre. E tem um monte iguais a mim mundo afora... não tem??

Tenho esperança de um dia ser melhor vó do que mãe. Sempre dizem que as avós tem mais paciência com os netos do que tiveram com os filhos. Lá em casa é fato constatadíssimo. Minha mãe e minha sogra são ótimas avós, muito queridas e pacientes... e foram mães beeeeeem mais exigentes, se entendem o que quero dizer.

Espero que minhas filhas me entendam um dia. Meu consolo é que elas vão ser mães também.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Uma guerra na porta de casa. E se fosse com você?

Se fosse comigo, trancaria minhas filhas dentro de casa. Seria a primeira e mais urgente medida. Não deixaria nem chegarem muito perto das portas e janelas, que eu manteria de venezianas fechadas, inclusive.

Tentaria munir-me da maior coragem possível para ir ao super mercado, para comprar o maior número de mantimentos possíveis, porque, vai saber até quando essa guerra continuará... e faria de tudo para não precisar mais sair de casa.

Passaria o dia com a TV ligada e monitorando a internet, para saber cada passo que a polícia e os bandidos estariam dando, rezando, com todas as forças, para que entrasse logo um boletim ao vivo informando que o pesadelo estava prestes a terminar.

Ligaria a cada pouco para o restante da família, mãe, pai, irmãos, sogra e sogro, avó e cunhados, pra saber se estavam bem.

E, definitivamente, estaria aterrorizada, sentindo-me no meio da guerra do Iraque! Além de, inevitavelmente, ficar imaginando como seria se as coisas piorassem.

Se você é carioca e, por ventura, estiver lendo esse texto, poderá pensar que estou sendo exagerada. Pode até ser. Mas, assim como estou tentando me colocar em seu lugar, tente colocar-se no nosso, os não cariocas, que convivem diariamente com violência e bandidagem, mas não necessariamente vêem isso acontecer de forma tão violenta, num embate direto entre exército e bandidos, correndo e atirando na frente de nossas casas.

Eu, aliás, moro no interior do Rio Grande do Sul (serra gaúcha) e agradeço a Deus todos os dias por essa sorte, apesar de um dia já ter querido morar na capital. Mas, depois que temos filhos, damos valor redobrado à segurança e ao bem estar dos que amamos.

Ou poderá acontecer o contrário. Se você for um carioca que presenciou alguma das barbaridades que aqui só vemos pela tela, provavelmente irá dizer: "Você não viu nada! Não sabe da missa a metade. Não tem nem ideia do que seja morar no meio do terror." Então, serei obrigada a admitir: realmente só posso imaginar, não tenho ideia do que seja passar por isso de verdade. E tenho pavor só de pensar nisso.

Assistindo depoimentos de alguns moradores do Rio vi o imenso esforço que fazem para manterem suas rotinas, muitas vezes contra a própria vontade, em função do medo. Mas, mais do que medo, querem PAZ! Todos, moradores de zonas de risco ou não, todos querem uma solução - e URGENTE - mesmo que isso signifique colocar suas vidas ainda mais em risco. Que lhes resta? Confiar. Na polícia, no governo, na própria sorte, em Deus.

E resta-nos admirar sua coragem e confiança em dias melhores. Sim, porque todos os entrevistados, impressionantemente, mantém sua fé intacta. Resta a nós, os de longe, nos solidarizarmos, e continuarmos as nossas rezas e apelos para que isso não se torne um mal crônico do Brasil, se é que já não chegamos lá.

O Rio de Janeiro é, sem dúvida, uma cidade maravilhosa (já a visitei por duas vezes) e seus cidadãos bravamente continuarão lutando por ela, mesmo em dias tão sangrentos. Realmente lamentável terem que passar por isso. Realmente admirável a força que ainda demonstram ter.

* Leia também: Social - Intervenção Militar no Rio

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Bodas de Madeira. Quantos anos? Cinco

Falando assim não parece tão grande coisa. Você nem sabia que 5 anos de casamento são Bodas de Madeira, sabia? Nem eu. Alguém vai dizer: "Só cinco? Espera chegar nos 15 ou 35 pra ver como é..." Hahá - são cinco de casada, mas são DEZESSETE de namoro!!! Já dá pra invejar, não dá? Então, vou alfinetar mais um pouco: está melhor hoje do que no início. E não estou mentindo. Nem apelando. Nem exagerando. Começamos nossa história - eu e o Paulo - quando eu tinha 17 anos e ele 21. No 2o. ano juntos já tivemos uma prova de fogo - fomos morar no Japão por 6 meses, a trabalho, e lazer também, mas isso é história pra outro dia. Continuando...  Voltamos de lá e abrimos uma pequena...tá, micro... agência de publicidade. Juntamos economias trazidas da viagem e nos jogamos de cabeça, sem paraquedas. Fomos pioneiros na cidade. Quando começamos ninguém sabia direito o que fazíamos. E, pra falar a verdade, nem a gente sabia. O Paulo tinha alguma experiência em jornal, e só. Aprendemos tudo do jeito mais difícil e demorado: fazendo. Foram muitas brigas e problemas porque o pessoal e o profissional ficavam completamente misturados. E é assim até hoje. Não apenas porque trabalhamos juntos, mas também porque trabalhmos em casa! Ou moramos no trabalho, como você preferir. Como nos aguentamos? Muitos casais nos pedem isso. Conseguimos construir uma coisa da qual tenho muito orgulho: RESPEITO! Claro que já rolou competição, mas isso foi no inicío. Hoje ficamos felizes um pelo outro, nas pequenas e nas grandes vitórias. Nos tornamos grandes cúmplices, amigos, admiradores mútuos, tanto no trabalho quanto em casa. Amadurecemos juntos e nos misturamos. Mesmo asssim, ainda somos a Lu e o Paulo, cada um com suas qualidades, defeitos, ambições, preferências, tristezas, alegrias. Não, já não transamos tanto quanto antes, é óbvio. Mas a qualidade melhorou bastante. Não dizem que é nas crises que surgem as melhores soluções? Pois é. Não temos uma crise, mas temos duas princesas - a melhor coisa que já fizemos juntos - que nos ocupam quase todo tempo livre. Temos que rebolar pra achar um tempinho pra gente, mas quando acontece é muito bom, mesmo que seja apenas pra ficarmos no sofá abraçadinhos, assistindo um filme. Continuamos tão namorados quanto antes, mas agora somos um pouco mais amantes...e isso é bem melhor que ser apenas marido e mulher. Para terminar, preciso dizer que sou uma pessoa bem melhor depois do Paulo. Menos estressada (e olha que ainda surto um monte, nem queira saber como era antes), menos tímida, mais desapegada, mais confiante, mais alegre, mais tolerante. Obrigada meu amor, por me ensinar a ser mais feliz.

Essa é nossa muito happy family, no dia da criança, passeando em Gramado.

P.S: leia também o que o Paulo escreveu a respeito, no blog dele: Familiar - 5 anos

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Bolsas Lu Soares

Oi pessoas....acabei de postar algumas das minhas bolsas. Dêem uma espiadinha aí do lado. Tem algumas que já se foram e algumas que ainda estão por aqui. Espero opiniões a respeito. E, se por um acaso gostarem o suficiente para querer comprar, me avisem: luraimann@hotmail.com. Vamos negociar!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Que saudade de um livrinho!

E olha eu aqui de novo!!!!! 3 vezes em um só dia....uau! Nunca mais consigo fazer isso. Estou de saída, depois de costurar um pouco (iupiiii), mas antes queria escrever rapidinho sobre mais uma coisa que me deixa muito feliz - ler. Depois de pouco mais de um ano, estou conseguindo fazer isso de novo. Banhos tomados, janta terminada, louça lavada, sala relativamente em ordem...e pelas 22h/ 22:30h conseguimos, eu e meu amor, sentar no sofá. Aí, quando o sono deixa, leio um pouco. No momento estou me divertindo com um água com açúcar bem levinho e agradável - "Melancia", da Marian Keyes. Tenho o "Sushi" também, que, pra quem gosta desse gênero, acho que é ainda mais interessante. E há pouco li uma entrevista da Marta Medeiros, falando do novo livro "Fora de mim". Fiquei com uma pontada de tristeza, por não ter podido ir à Feira do Livro de POA, e saudade de ler um Marta Medeiros, que sempre é muito bom.

Lave a louça logo, ou será castigada

Outra coisa que bagunçou a minha semana: minha faxineira não veio! E adivinha: no dia anterior fui completamente relapsa e deixei a casa virada. A louça toda pra lavar (não tem nada que eu deteste mais do que lavar a louça e limpar a cozinha), a sala entulhada de brinquedos, roupa de cama pra trocar, uma montanha de roupa pra passar... "Ah, a Cordélia que me desculpe, mas vou aproveitar para descansar um pouco e ler". O castigo veio a galope....5a de manhã, minha fiel escudeira liga dizendo que o filho tinha adoecido e não poderia vir. Putz!! "Ok, sem problema. Fica tranquila que eu me viro. Não se preocupe." O que não tem remédio, remediado está (estou me sentindo a rainha dos ditados feitos hoje). Passei metade da tarde colocando a casa em ordem, e me arrependendo de não ter sido uma dona de casa mias aplicada no dia anterior. Você não acredita em castigo divino??? Olha lá, hein. Eu não brincaria com a Cára lá de cima...

"Ser mãe é ter culpa"... concordo em número, gênero e grau

Há algum tempo vi a entrevista de uma celebridade na tv - acho que foi a Fátima Bernardes ou a Cláudia Raia (se não foram, me desculpem as duas). O assunto era o de sempre - conciliar profissão (e nesse caso a fama  que vem com ela) com marido, filhos, família. Parte da reposta: "...ser mãe é ter culpa". Pois é...meu marido sempre diz que sou muito boba por me sentir assim. Mas é exatamente assim que me sinto, com uma culpa que parece eterna, impregnada, encardida...pra sempre. Ai...é um peso no coração. Às vezes até fica mais levinha e consigo ignorá-la. Mas essa semana ela está me incomodando de novo. Tudo por causa de uma vontade tremenda de fazer o que gosto, e não consigo no momento. 2a feira foi feriado (15 de novembro) e minhas filhotas ficaram em casa. Na 4a feira à tarde, minha sogra (muito querida, preciso registrar aqui), babá da mais nova, teve médico. Mas uma tarde com elas em casa - deixai a mais velha também, já ela iria pra casa da vovó também e não pode. Adoooooro milhas duas lindas. São meu grande orgulho. Mas também gostaria muuuuuuuuuuuito de conseguir tocar minhas bolsas, mas atualmente a agência está precisando de ajuda extra e tem sobrado muito pouco tempo para minhas costuras. Já mencionei que eu e meu marido fazemos o possível para passar com as meninas o máximo de tempo que conseguimos. Mas não consigo não me sentir culpada e egoísta por desejar dar mais atenção a mim do que à elas. E a Júlia (a mais velha), como toda criança pra lá de perspicaz e manipuladora (é isso mesmo!! Vai dizer que seu filho não manda em você?!) se aproveita da situação pra fazer uma chantagemzinha bem conveniente, pedindo cólo, choramingando que ninguém brinca com ela, uma carinha de coitadinha...coisas básicas. Não, não consigo resistir!! Sei que devia ser craque em lidar com a situação, afinal já sou mãe de 2a viagem e ...blablablá, blablablá. Quem sabe quando elas tiverem vinte ou poucos anos, grandes, saudáveis, com namorados, pouco ligando para a mãe ou o pai...quem sabe daí eu me sinta melhor. Mas, por enquanto, a coisa tá ali, no meu calcanhar, pronta pra me surpreender quando eu menos esperar...a eterna culpa!!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Será que eu me dicidi?

Eu bem que poderia ter feito uma enquete: "Qual design de blog você prefere? Escolha entre as 55 opções que seguem". Talvez tenham sido mais... Ai gente, sou geminiana. Isso significa que uma decisão quase nunca é simples. Sempre existem muitas possibilidades. Não é apenas branco ou preto. Macarrão ou arroz. Vestido ou calça. Filme de ação ou água com açúcar. Você tem que concordar que milhares de combinações podem ser feitas aí no meio...tudo depende do acompanhamento, do estado de espírito, da hora do dia...e sou bastante crítica no que se refere à combinação de elementos. E, acredite ou não, criar algo para os outros é mais fácil. Às vezes já conheço o cliente o suficiente para conseguir agradá-lo sem dificuldades ou, pelo menos chegar perto. E, se não for o caso, ofereço várias propostas e o cliente escolhe a que mais agrada. Já quando faço algo pra mim fico com zilhões de dúvidas. É que falar de mim é um pouco mais complicado. Todo mundo vai saber que gosto de uma coisa e não de outra, que faço isso e não aquilo... Já pensou ?? As pessoas podem tirar conclusões sobre mim...e podem ser ruins... Claro que sei que, se quisesse me esconder, deveria ficar longe de um blog, ainda mais de um que fala sobre mim. Mas esse é justamente o ponto: espero que aqui consiga perder um pouco o medo da opinião alheia. Já evolui bastante no assunto. Quem me conheceu com 10 anos sabe que, bastava alguém chamar meu nome em público, que eu quase morria. Ficava mais vermelha que um tomate maduro. Isso ainda acontece... mas hoje já consigo lidar melhor com a situação. Já consigo enfrentar e até dialogar. Depois de um certo tempo, já sou capaz até de pedir a palavra e dar minha opinião, por conta própria, sem ninguém pedir. Invejo aquelas pessoas que adoram ser o centro das atenções. Nunca entendi aqueles que se inscrevem para participar do Big Brother. E se forem escolhidos??? Deus me livre. E quem vai pra televisão pra lavar a roupa suja com o marido ou a vizinha... Isso definitivamente não é pra mim. Mas, quem sabe um dia ainda consigo participar de uma peça de teatro. Acho que até que vou incluir esse item na lista de "coisas a fazer até o fim da vida". O bom é que, enfim, consegui definir o lay out do meu blog. Essa decisão está sacramentada. Pelo menos temporariamente.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Muita forma, pouco conteúdo... por enquanto

Aiai...mal acredito que se passou uma semana desde que comecei esse blog. Nos meus planos já deveria ter escrito, pelo menos, umas 3 vezes até aqui. Não que eu não tenha me preocupado com esse espaço, pelo contrário. É uma novidade que tem ocupado bastante minha cabeça, mas acho q da forma errada. Pois é... Como trabalho com design e publicidade, acabo me preocupando muito com a forma como o blog é apresentado. Sabe...aparência, cores, lay out, onde vou colocar o quê...Mas, no fundo, no fundo, aposto que, quem anda por essas bandas pára muito mais pra ler o que se escreve, do que pra ver se o espaço é bonito ou não. Ou estou enganada? Mas, pra não dizer que fiquei só mexendo as coisas pra lá e pra cá, me preocupei também em colocar sites e links que considero legais. Incrementei um pouco aqui, um pouco ali...tá, não foi muita coisa, mas não consigo evitar. Primeiro preciso deixar a casa bonita e arrumada, depois vou conseguir relaxar e me dedicar mais às linhas. Até mais.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Não. Calma. Não sou louca

Pois é...Cá estou eu iniciando um blog sobre mim e meus surtos...Não. Calma. Não sou louca. Pelo menos não tão louca quanto o título aí em cima sugere. Deixem-me explicar: tenho 34 anos, sou casada, mãe de duas meninas (4 anos e 1 ano), tenho um pequena agência de propaganda com meu marido, onde trabalhamos apenas nós dois (sim, trabalhamos juntos e só não nos vemos quando estamos dormindo...e isso já acontece há 15 anos). Além disso, cuido da casa (meu marido ajuda, sim) e tenho um hobby - costurar bolsas de tecido - que estou tentando transformar em negócio, mas está difícil, basicamente porque falta tempo. Sim, eu sei. Sou apenas mais uma entre zilhões de mulheres pelo mundo afora que se multiplicam pra fazer tudo que querem. Não estou em absoluto dizendo que sou especial, longe de mim. Só estou dizendo que aí no meio já tem pelo menos cinquenta motivos para eu surtar todos os dias... Sim, mulher surtar é normal. Sei disso também. Se existisse uma Associação de Maridos que Aguentam Esposas Surtadas, seria uma das maiores entidades de classe no mundo. Só perderia para Associação de Maridos de Esposas que Surtam sem Motivo. Dessa, meu marido seria sócio-fundador. Por que os homens sempre acham que a gente surta sem motivo??? Pois é...por isso estou aqui. Há horas que estava pensando em escrever as coisas que se passam comigo de vez em quando. Compartilhar, botar pra fora, desabafar, filosofar....Quem sabe conseguir ver as coisas de outra perspectiva. Pensei em começar um diário...fizemos um, meu marido e eu, pra nossa filha mais velha. Funcionou bem no início. Do 2o. ano em diante a coisa começou a minguar. Quando nasceu a segunda, foi o fim. Aliás, a mais nova nem chegou a ter diário. Por favor, não nos julguem mal. Somos ótimos pais...pelo menos nos esforçamos muito pra isso. Mas, sabe como é....conseguir dar conta de tudo - e não surtar - é difícil. Eu ainda estou tentando chegar lá. O caso é que queria muito me expressar de alguma forma, e como não dá ficar toda hora enchendo o saco do marido e as amigas nem sempre estão por perto...cá estou eu. Espero não estar sozinha nesse mundo.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...